O prumo de Deus

Amós 7.7-9 apresenta uma das imagens mais marcantes do livro. O Senhor coloca Amós diante de um muro construído com prumo e pergunta: “Que vês, Amós?” (v.8). Deus estava colocando Israel diante do padrão da sua justiça. Durante muito tempo, Israel havia recebido advertências, profetas e oportunidades de arrependimento. Agora, porém, o Senhor declara: “Eis que porei o prumo no meio do meu povo de Israel” (v.8). Deus não avaliaria Israel segundo seus próprios critérios, comparando-se com outras nações ou confiando em suas realizações. O padrão seria o próprio Deus.

Essa verdade continua sendo profundamente necessária. É possível medir nossa vida pela cultura, pela opinião das pessoas ou até pela aparência religiosa. Podemos pensar: “Não sou tão ruim quanto outros”. Mas a santidade de Deus não é comparada com a nossa.

A Palavra é o prumo que revela nossas inclinações tortas, nossos pecados ocultos e nossa necessidade de graça. O juízo anunciado alcançaria os lugares de culto e as estruturas de poder. Nem os santuários nem a posição dos líderes poderiam proteger Israel. Deus não se deixa impressionar por religiosidade exterior quando o coração permanece rebelde.

Entretanto, para nós que estamos em Cristo, essa passagem também aponta para uma esperança gloriosa. O padrão de Deus continua perfeito, mas nossa aceitação diante dEle não depende de alcançarmos esse padrão por nossas próprias obras. Cristo cumpriu perfeitamente a justiça por nós e levou sobre si o juízo que merecíamos. Isso não nos conduz à negligência, mas à santificação.

Pela graça, o Espírito Santo continua endireitando aquilo que está torto em nós, conformando-nos à imagem de Cristo. Portanto, permitamos que a Palavra nos examine. Não tenhamos medo de descobrir nossas imperfeições; tenhamos medo de escondê-las. Deus mede nossa vida pelo seu padrão, mas em Cristo encontramos perdão, justiça e poder para viver em santidade.

Pr. Ricardo

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