Anunciando a Cristo aos perdidos

A evangelização não é uma atividade opcional da Igreja nem uma estratégia para aumentar números. Ela nasce do próprio coração de Deus e da grande comissão de Cristo: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28.19).

Evangelizar é anunciar o evangelho de Jesus Cristo aos pecadores. Não oferecemos apenas uma vida melhor, soluções para problemas ou bem-estar emocional. Proclamamos a verdade de que todos pecaram, estão separados de Deus e precisam de reconciliação. Somente Cristo pode salvar. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação” (Rm 1.16).

A teologia reformada nos lembra que a salvação pertence ao Senhor. Não somos nós que produzimos a conversão; Deus, em sua graça soberana, vivifica o pecador e o conduz ao arrependimento e à fé. Isso, porém, não gera passividade, mas zelo missionário. Deus usa a pregação do evangelho como meio para chamar seus eleitos.

Por isso, evangelizamos com humildade, coragem e esperança. Humildade, porque também fomos alcançados pela graça. Coragem, porque a mensagem deve ser proclamada mesmo diante da rejeição. Esperança, porque confiamos no poder de Deus para transformar corações endurecidos.

A evangelização começa onde Deus nos colocou. Família, vizinhos, colegas de trabalho e amigos são campos missionários diários. Não precisamos esperar grandes oportunidades; devemos ser fiéis nas pequenas ocasiões que surgem. O centro da nossa mensagem não somos nós, mas Cristo. Anunciamos sua vida perfeita, sua morte substitutiva, sua ressurreição vitoriosa e seu chamado ao arrependimento e à fé.

A Igreja não foi chamada para guardar o evangelho, mas para proclamá-lo. Que Deus nos conceda amor pelos perdidos, fidelidade à verdade e coragem para anunciar Cristo até que ele venha.

Pr. Ricardo

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