O SENHOR rugirá de Sião e de Jerusalém fará ouvir a sua voz; os prados dos pastores estarão de luto, e secar-se-á o cimo do Carmelo. [Am 1.2]
Um leão que ruge! É assim que Deus se apresenta ao seu povo. Amós, um boieiro e cultivador de sicômoros [Am. 1.2, 7.15] conhecia bem essa figura; o rugido do leão é um aviso que ele está pronto para atacar.
E por que Deus estava rugindo contra o seu próprio povo? Amós dá diversas razões: os ricos eram suficientemente ricos para possuírem diversas casas [3.15], para se interessarem por imóveis ostensivamente caros [6.4] e para não se privarem de qualquer satisfação física [3.12; 4.1; 6.6]. De outro lado, os pobres eram realmente pobres e desavergonhadamente explorados: eles sofriam extorsões imobiliárias [2.6,7], extorsões legais [5.10,12] e extorsões comerciais [8.5]. O dinheiro e a ganância governavam tudo: os homens viviam para seus negócios [8.5], as mulheres para o prazer [4.1] e os governantes, para a frivolidade [6.1–6].
Soma-se a isso, muitos se enriqueceram por meio da violência e rapina; pela opressão dos pobres e necessitados [3.10]. Credores sem remorso vendiam os pobres como escravos [2.6–8]. Usavam balanças enganosas e vendiam aos pobres o refugo do trigo por um peso menor, mas por um preço maior. Os juízes aceitavam dinheiro dos ricos para tomarem decisões injustas nas contendas legais contra os pobres [5.12]. As mulheres se mostravam tão duras e tão gananciosas e cruéis quanto os homens. Exigiam dos maridos que oprimissem os pobres e os necessitados para adquirirem os meios de satisfazer a sua vontade [4.1].
Amós é um livro impactante, onde Deus chama o seu povo ao arrependimento, à prática da justiça, especialmente aos mais necessitados e ao culto verdadeiro. Amós revela, sobretudo, o amor e a paciência de Deus, em esperar que seu povo se arrependa, antes que o leão ruja.
Por isso, aproveite a Palavra de Deus; aproveite a livro de Amós.
Pr. Ricardo