“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”. [Ef 5.25]
Certo pai, ao ser apresentado ao novo namorado da filha, perguntou ao rapaz: “Você está disposto a amar a minha filha e até mesmo morrer por ela, caso seja necessário?” O jovem, depois de duas coçadas na cabeça, respondeu: “Não estou; isso é muito sacrifício para mim”. Não preciso dizer que o namoro acabou naquele mesmo instante.
Vivemos em tempos em que as pessoas não desejam se sacrificar pelos outros. Para muitos, a indiferença nem surpreende mais. A outros, basta um desgosto ou um aborrecimento que logo se afastam e evitam pessoas a qualquer custo. Infelizmente, isso tem atingido a relação conjugal.
Se tem sido difícil encontrar esposas sujeitas a Cristo e submissas ao marido, encontrar maridos submissos a Cristo e que estão dispostos a morrer por suas esposas é como encontrar uma agulha no palheiro. Homens cheios do Espírito parece ser uma espécie em extinção.
E quem sofre com isso? Primeiro, certamente, a esposa, que viverá, geralmente, estressada, correndo de um lado a outro. Terá de lidar com os filhos, tarefas da casa e as atividades na igreja. E, em muitos casos, terá de liderar seu lar espiritualmente. A igreja também sentirá os efeitos; falta de homens para a liderança tem sido um desafio constante. Ajuntar oito homens numa reunião de oração é tão difícil como enviar um foguete ao espaço. Sem falar no número de “homens turistas”. E os que não leem a Bíblia, nem oram em casa? Melhor nem comentar!
Onde estão os homens cheios do Espírito? Eles estão na igreja, mas precisam se levantar dos bancos, deixar as desculpas de lado, sair detrás de suas esposas. Homens cheios do Espírito seguem o exemplo de Cristo, sacrificando-se por sua esposa. E que benção será para a Igreja de Cristo ter homens cheios do Espírito!
Pr. Ricardo