“Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” [Hebreus 7.25]
Embora o sumo sacerdote carregasse os nomes das doze tribos em seus ombros e emblemas em seu peito, somente ele entrava no santuário enquanto o povo permanecia no pátio. Mas agora, por dependermos de Cristo, o Mediador, nós entramos por fé no Céu; pois não há mais nenhum véu intermediando, mas Deus o revela a nós abertamente e com amor nos convida a uma aproximação familiar.
Cristo vive constantemente para interceder. Que tipo de compromisso é esse? Quão grande é? E por amor a nós! Cristo vive para nós, não para si! O fato de que foi recebido em uma bendita imortalidade para reinar no Céu, ocorreu, o apóstolo declara, por amor a nós. Então a vida, o reino e a glória de Cristo são todos destinados à nossa salvação como seu objeto – Cristo também não possui qualquer coisa que não possa ser aplicado em nosso benefício. Pois Ele nos foi concedido pelo Pai de uma vez por todas sob esta condição: tudo o que pertence a Ele deve ser nosso.
Ele, ao mesmo tempo, nos ensina, por meio do que Cristo está fazendo, que Ele está executando Seu ofício como sacerdote, pois é concernente a um sacerdote interceder pelo povo para que obtenham favor de Deus.
Isso é o que Cristo faz constantemente, pois para esse propósito Ele ressuscitou dos mortos. Então por direito, em Sua contínua intercessão, Ele requer para si o ofício do sacerdócio.
“…por dependermos de Cristo, o Mediador, nós entramos por fé no Céu”.
João Calvino
Dia a Dia com Calvino: Devocional Diário, trad. Elisa Tisserant de Castro (Curitiba: Publicações Pão Diário, 2021), 219.