Palavras que edificam

“e sim unicamente a que for boa para edificação” [Ef 4.29]

A língua pode cometer pecados terríveis, diz a Escritura. Tiago afirma que a língua é “mal incontido, carregado de veneno mortífero” [Tg 3.8]. Provérbios 18.21 afirma que “a morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” [Pv 18.21]. Não deve nos causar surpresa que palavras podem machucar, destruir, dividir e por aí vai.

Mas palavras também podem ser ditas com vistas à edificação! Palavras bem faladas, em momentos oportunos, são refrigérios para quem as ouvem. Provérbios 16.24 afirma:

“Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo”. [Pv. 16.24].

Conselhos dados nos momentos certos podem fazer mais efeito do que qualquer medicamento. Provérbios 10.21 nos ensina que “os lábios do justo apascentam a muitos” [Pv 10.21]; o sentido de apascentam neste verso é “pastorear, alimentar”. Ou seja, quem usa bem os seus lábios [suas palavras] cuidam das pessoas e do coração delas. Não obstante, palavras bem ditas devem ser faladas apenas em momentos oportunos. Provérbios ensina que o sábio não é alguém tagarela:

No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente. [Pv 10.19]

Quem ama a igreja e deseja sua edificação deve falar pouco; quem deseja a edificação do Corpo de Cristo deve falar com sabedoria. Quem nasceu de novo deve, não apenas falar para edificação da igreja, mas falar em momentos oportunos, conforme a necessidade.

Portanto, use os lábios para edificar; fale sempre pensando no outro, não em si mesmo. Fale apenas quando for necessário, pois há momentos em que a melhor maneira de ajudarmos alguém ou em alguma situação, é ficarmos calados.

Nosso silêncio também edifica, quando palavras não são necessárias!

Pr. Ricardo

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