Crente não pode mentir

“Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo.” Ef 4.25

“Crente não pode mentir” até parece uma ordem dada a crianças, mas não é. Deixar de mentir também precisa ser dito aos adultos.

Ao escrever aos efésios, Paulo ensina que a salvação pela graça [2.8] leva, necessariamente, a uma vida transformada; não é que sejamos salvos pelas nossas obras, mas a salvação nos conduz às boas obras.

Não é se admirar que Paulo fale sobre a necessidade de o crente deixar a mentira; sim, a mentira não condiz com a natureza da vida cristã; Tiago afirma que “ele nos gerou pela palavra da verdade” [Tg. 1.18].

Além disso, a mentira é imprópria com a natureza de Deus; Deus é a Verdade e tudo que é verdadeiro procede dEle; ora, se um crente mente, está em oposição à natureza de Deus, o que seria um completo contrassenso, um verdadeiro absurdo. Um mentiroso não pode se filho de Deus!

Mentir também está em oposição à revelação de Jesus Cristo; João afirma que Cristo manifestou “cheio de graça e de verdade” [Jo 1.14]. Jesus, dizendo sobre Si mesmo, afirma: “Eu sou a verdade” [Jo 14.6].

Logo, o que se espera dos filhos de Deus não é nada além da verdade. Digo isso, e não estou pensando apenas no aspecto comportamental, mas naquela transformação poderosa que somente Deus pode realizar em nossas vidas. O crente não pode mentir porque foi liberto do “pai da mentira” [Jo. 8.44].

Deixar de mentir é algo que acontece de dentro para fora, que revela que fomos verdadeiramente salvos por Cristo. Assim, “não mais andeis como também andam os gentios”, [Ef 4.17], “deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo” [Ef 4.25].

Pr. Ricardo

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