Da doutrina à prática

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados. [Ef 4.1].

Muitos de nós temos dificuldades com manuais. Raramente lemos bula de remédio ou manual de instruções daquele eletrodoméstico que compramos. Achamos que não precisamos dessas coisas. “Vamos logo ao que interessa!”. Tomamos o remédio e colocamos o eletrodoméstico para funcionar. Você lembra qual a última vez que leu um manual de instruções?

 É isso que muitas vezes acontece quando o assunto é doutrina. Pensamos que ela é dispensável, irrelevante e infrutífera. “Basta a gente fazer”, dizem alguns; “A doutrina só atrapalha a igreja”, afirmam outros. Mas não é bem por ai! A doutrina é extremamente importante em nossa vida pessoal e, sem dúvida, para a igreja. Crer de modo correto nos ajuda a entender quem somos, porque somos, o que cremos e porque fazemos o que fazemos. Em outras palavras, a doutrina é o manual no qual ensina como a igreja deve funcionar e como cada cristão deve viver. Quem ignora as doutrinas certamente pode ter sérios problemas em sua prática cristã; uma igreja que não segue as doutrinas corretas poderá sofrer, e muito, na realização da missão de Deus.

É por esse motivo que Paulo passou três longos e profundos capítulos ensinando as mais ricas doutrinas aos efésios; mas ao mesmo tempo, ele faz “menção deles em suas orações” [Ef. 1.16], se “põe de joelhos diante do Pai” [3.14], com o objetivo que as verdades do evangelho encontrem lugar no coração dos crentes.

Assim também nós, devemos conhecer e amar as doutrinas, não apenas para ter entendimento, mas para colocá-las em prática em nossa vida; devemos conhecer a vontade de Deus com o intuito de viver para a glória de Deus. A Palavra de Deus é o que nos santifica [Jo. 17.17]. Vamos crer, mas vamos também praticar. Vamos nos aplicar ao estudo das doutrinas, mas vamos, pela graça de Deus, nos esforçar para que elas sejam vividas!

Pr. Ricardo

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