“Restaura, SENHOR, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe”. [Sl 126.4]
Quando o povo de Deus tomou conhecimento que eles estavam livres para retornarem à sua terra, uma alegria imensa encheu o coração deles. Depois de 70 anos do Cativeiro, era hora de retornar; Deus havia restaurado a sorte deles.
Mas a restauração do povo não era automática; enquanto Israel havia sido levado como cativo, povos foram deixados em Israel. Retornar à Jerusalém significava também ter de enfrentar povos pagãos, a fim de que o povo pudesse se reestabelecer.
Por causa disso, o Salmista ora: “Restaura, SENHOR, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe” [v. 4]. Embora Deus tivesse restaurado a sorte deles [v. 1], havia a necessidade de trabalhar para que isso se tornasse realidade. Em resumo, o povo de Deus devia orar e trabalhar.
Quando pensamos na restauração de nossas vidas, o mesmo princípio se aplica: oração e trabalho. Oramos por santificação, mas devemos fazer escolhas que nos tornem santos; oramos pela conversão de parentes e amigos, mas devemos trabalhar [evangelizar] para que eles conheçam a Cristo. Oramos para que os nossos filhos fiquem firmes com Cristo, mas devemos trabalhar para que isso seja verdade.
O mesmo acontece na igreja de Cristo. Enquanto pedimos para que Deus restaure a nossa sorte, devemos nos atentar aos passos e decisões que precisamos tomar para que essa verdade se realize.
Em Cristo Jesus, Deus já restaurou a nossa sorte; mas, na prática, ainda precisamos lidar com muitos desafios da vida cristã. Não temos dúvidas das promessas de Deus em nosso favor, mas, a cada dia, pedimos que Ele, por meio do Espírito, faça com elas se tornem realidade em nossas vidas.
Restaura, SENHOR, a nossa sorte!
Pr. Ricardo