Procuram-se servos inúteis

“Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer. [Lc. 17.10]

Vivemos em tempos em que se buscam pessoas cheias de habilidades e talentos [aliás, algo cada vez mais raro]. Uma entrevista de emprego pode revelar pode ser tornar uma tarefa difícil pela falta de mão-de-obra especializada. Empresas devem contratar pessoas capacitadas para realização de tarefas; algumas delas exigem, de fato, especialização para isso. Imaginem um piloto de avião comercial que não entenda sobre o que está fazendo; certamente, nenhuma de nós gostaria de estar nesse voo.

Por vezes, trazemos essa ideia para a igreja. Procuramos e desejamos pessoas capacitadas que possam exercer os ministérios da igreja de modo excelente; desejamos bons músicos, um bom pregador e ministérios que funcionem com a maior excelência possível. Certamente, há algo bom em desejar essas coisas, mas qualificações não são suficientes.

O que Jesus nos ensina em Lucas 17 é que, aquele que deseja servir deve ser, antes de tudo, um servo inútil. Inútil porque ele não deve ser visto por sua capacidade, nem habilidades, muito menos pelos dons que possua, mas por sua obediência.

De acordo com Jesus, o servo inútil é aquele que está ocupado. É óbvio! Servos [escravos – doulos] estão sempre envolvidos em tarefas. Além disso, o servo ocupado não reclama quando é encarregado de fazer outra tarefa; ele “prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me” [17.8]. E por fim, o servo reconhece que a sua inutilidade está no fato de que ele não fez absolutamente nada além do que lhe foi pedido.

Sejamos servos inúteis em 2026! Ao invés de buscarmos qualificações, capacidades e habilidades, comecemos pela obediência e sacrifício; ao invés de aguardarmos reconhecimento de nosso trabalho, estejamos certos de que fizemos apenas aquilo que nos foi ordenado fazer. Há vagas para servos inúteis! Você deseja preencher alguma delas?

Pr. Ricardo

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