Jesus e o meu trabalho

“A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” [Cl. 3.24].

Certa vez, perguntaram a Martinho Lutero: “Como posso servir a Deus verdadeiramente?” Lutero replicou: “O que você faz na vida?” “Sou sapateiro”, respondeu. Pensando que receberia uma ordem de Lutero para que largasse seu ofício a fim de servir a Deus verdadeiramente, aquele homem ouviu do antigo monge: “Faça o melhor sapato da Alemanha e venda por preço justo!”

Muitas pessoas pensam que apenas alguns ofícios que glorificam a Deus; há quem faça distinção entre trabalho secular e sagrado. Mas a Bíblia afirma que tudo o que fazemos é serviço a Deus; funções ou ocupações se distinguem, mas a vocação geral é a mesma – glorificar a Deus. Guardadas as devidas proporções, cada trabalho é um culto a Deus; cada jornada diária e semanal é uma manifestação de louvor ao Deus Altíssimo. Cada sucesso profissional deve ser comemorado rendendo “graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” [Sl. 136.1].

Sendo assim, em que [ou em quem] estamos de olho quando falamos do nosso trabalho? Estamos de olho no status quo, nos privilégios e ganhos financeiros apenas? Calculamos o sucesso de nosso labor consultando o saldo bancário ou conquistas pessoais?

Certamente, trabalhar e ser recompensado faz parte do processo, mas não é tudo. Jesus disse: “porque digno é o trabalhador do seu alimento” [Mt 10.10; Lc. 10.7, cf. 1Tm. 5.18]; mas também disse “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna” [Jo 6.27].

Logo, o trabalho é importante, mas só é frutífero se, no final das contas, Cristo é glorificado. Em suma, o mais importante não é o quanto o nosso trabalho nos recompensa com salário ou conquistas pessoais, mas o quanto estamos glorificando a Cristo enquanto trabalhamos e o quanto seremos recompensados por Ele, na eternidade.

Pr. Ricardo

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