[…] nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos [Ef. 3.3]
Imagine uma cidade onde havia todo tipo de culto religioso e templos para deuses adorados por grande parte da população; neste lugar, o governo apoiava o culto pagão e até mesmo perseguia quem não participava deles. Além disso, nestes cultos se praticava imoralidade sexual e luxúria. Essas pessoas, não apenas frequentavam esses locais, mas passavam boa parte do seu tempo comentando, fazendo piadas e conversando longamente sobre assuntos relacionados ao que acontecia nesses cultos pagãos. Imaginou? Essa cidade era Éfeso.
Mas diante de todo esse caos, uma igreja cristã foi fundada em Éfeso; muitas pessoas estavam se convertendo e frequentando a igreja. Que maravilha, não acha? Mas muitas dessas pessoas estavam cheias de vícios e ainda pensavam e se comportavam como aqueles velhos pagãos. O que a igreja deveria fazer? Aceitar tal comportamento como normal? O novo irmão em Cristo não deveria ser muito cobrado? Os crentes deveriam aceitar que este novo irmão contasse suas piadas imorais e irônicas que aprendera no mundo pagão? Para Paulo, com certeza, não.
A igreja atual enfrenta os mesmos desafios da igreja em Éfeso. Os cristãos, de ontem e de hoje, devem ser diferentes, não iguais. O que é comum aos ímpios, deve ser repulsivo aos filhos de Deus. Embora os ímpios “falem pelos cotovelos”, os crentes falam apenas para edificação. O que é dito em rodas de conversas de pessoas que não conhecem a Deus, não deve sequer ser mencionado entre os herdeiros das promessas de Deus.
Que o nosso coração seja cheio da graça de Deus; que os nossos pensamentos sejam puros e que nossas conversas sirvam apenas para edificação mútua. Fazendo assim, agradamos a Deus, crescemos em amor e demonstramos, de fato, que fomos salvos.
Pr. Ricardo