Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe. [Mt. 12.50]
A palavra “evangelho”, “boas-novas”, parece ter a finalidade de significar a descoberta da salvação após medo e angústia, e consciência do sofrimento e desespero de ajudarmos a nós mesmos. Em Mateus 18:24 e versículos seguintes, o servo devia dez mil talentos; primeiramente, seu senhor manteve a dívida e pronunciou uma sentença de condenação contra ele, ordenando que fosse vendido juntamente com sua esposa e seus filhos e, assim, humilhou-o. O servo se prostrou, e o adorou, e reconheceu a justiça da dívida. “Sê paciente comigo, e tudo te pagarei”. Então, o seu senhor o perdoou e consolou.
Outros textos das Escrituras que parecem favorecer a necessidade de tal convicção antes da conversão são as frequentes comparações feitas entre a Igreja que gera espiritualmente a Cristo e uma mulher com dores de trabalho de parto:
A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem” [Jo. 16.21]
E, para o mesmo propósito, Apocalipse 12:2:
que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz. [Ap 12.2]
Ora, a conversão de um pecador também é representada por isso: ela é o nascimento de Cristo no coração. É por isso que Cristo diz que todo aquele que nele crê é Sua mãe.
Jonathan Edwards
Dia a Dia com Jonathan Edwards: Devocional Diário, org. Randall J. Pederson, trad. Cláudio F. Chagas (Curitiba: Publicações Pão Diário, 2019), 156